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Ponte Viva
Ponte Viva

A Associação Projecto Delfim e a EP – Estradas de Portugal S.A. em colaboração com outros parceiros – AMAL, STAP, Brandia Central, MC-Bauchemie, Caetano Coatings, Peri e Mar de Histórias – concretizaram no início de 2012 o projeto “Ponte Viva”, permitindo que os trabalhos de conservação da Ponte 25 de Abril ficassem intimamente ligados a uma mensagem de sensibilização ambiental e de proteção do meio marinho.

 


A colaboração do Projecto Delfim na pintura decorativa das sapatas da Ponte 25 de Abril constituiu um desafio ímpar para a nossa Associação. Como canalizar a nossa experiência na condução de projetos científicos e educacionais para a valorização plástica de um equipamento público com a dimensão e a importância simbólica deste autêntico portal de Lisboa e do País?

 

Em primeiro lugar, preocupando-nos com a necessidade de subordinar qualquer mensagem ao primado do valor estético, da sobriedade, da preservação da imagem da Ponte. Em segundo lugar, aproveitando a oportunidade para divulgar imagens de espécies paradigmáticas da nossa fauna, que possam despertar curiosidades e aumentar a recetividade à mensagem da conservação da Natureza. Em terceiro lugar, que promovam espécies com alguma relevância local ou de alguma forma especiais. Em quarto lugar, que sejam imagens de animais cativantes, impossíveis de ignorar, imageticamente marcantes. Finalmente, que sejam imagens emocionalmente positivas, de alguma forma encorajadoras e animadoras, que elevem o estado de espírito do observador.

 

Assim, o golfinho-comum (Delphinus delphis) e o golfinho-roaz (Tursiops truncatus), sendo espécies comuns no Canhão de Lisboa e ocorrendo frequentemente no próprio estuário do Tejo, não podiam deixar de ser as nossas primeiras escolhas.

 

O cachalote (Physeter catodon), embora não seja uma espécie costeira, passa frequentemente nas nossas águas. Há pouco mais de 20 anos um destes enormes mamíferos passou no Tejo cerca de duas semanas. Trata-se, além disso, de uma espécie paradigmática das águas dos Açores, portanto com uma forte imagem regional e nacional.

 

A orca (Orcinus orca) é o maior e mais carismático dos delfinídeos, sendo um visitante frequente das águas portuguesas, o que é interessante assinalar e divulgar.

 

O flamingo-comum (Phoenicopterus roseus) tem no estuário do Tejo o seu local de maior ocorrência em Portugal, sendo uma ave inconfundível, com uma forte imagem associada à conservação e recuperação ecológica desta região.

 

Por fim duas espécies de aves limícolas: o alfaiate (Recurvirostra avosetta) e o maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa), invernantes no estuário do Tejo.

 

Consideramos, assim, que estas escolhas constituem elementos de valorização estética da Ponte e que poderão, enquanto as pinturas permanecerem, contribuir para o enriquecimento da experiência dos visitantes à parte inferior da Ponte, divulgar a nossa fauna, e potenciar a mensagem de preservação dos valores naturais.